Por Ana Helena Miranda Foto: Raíssa Maluf

Com 15 anos de experiência e forte atuação no mercado da moda, a Namídia Comunicação é a empresa responsável pela assessoria de imprensa do Minas Trend. Sua diretora, a jornalista Márcia Fonseca, conversou com a gente sobre os desafios da comunicação e falou sobre a importância de se contratar uma assessoria de imprensa.

Por que é importante para uma marca, seja ela uma loja ou confecção, contratar uma assessoria de imprensa?

A assessoria é importante para fazer essa interface entre a marca e a imprensa. Hoje em dia, a assessoria de imprensa é muito mais do que só esse contato. Inicialmente era para divulgar, contar o que estava acontecendo com a marca, falar dela para a imprensa. Mas hoje, com as redes sociais, a gente tem trabalhado também com essa parte de influenciadores digitais.

Márcia Fonseca / Foto: Raíssa Maluf

Muitos empresários preferem investir em influenciadores digitais do que em uma assessoria de imprensa. O que você acha disso?

Eu acho que as duas coisas são importantes. Eu falo sempre para os meus clientes que não adianta você trabalhar a imagem só nas redes sociais se você não tem uma construção de marca. Porque nas redes sociais você tem aquela foto, aquele momento, mas que não conta a história da marca. Eu acho que é o somatório dos dois. Se você quer construir uma história, se você quer que as pessoas saibam realmente para que você veio, qual o seu público, o que há por trás do seu produto, você precisa de falar com jornalistas mesmo, cavar pautas que falem sobre a marca. E hoje o que importa muito é você ter um conteúdo por trás. Não adianta ter peças na sua arara que não contem uma história. Está cada vez mais difícil divulgar, estamos com poucos veículos de comunicação, as equipes estão superenxutas, está todo mundo se virando em mil para conseguir divulgar alguma coisa.

Qual dica você dá para a marca que está iniciando um trabalho de comunicação?

Para uma marca que está iniciando o trabalho de comunicação é importante não pular nenhuma etapa. Você tem que ter uma marca, depois você procurar comunicar essa marca através da imprensa ou das redes sociais, com conteúdo, com DNA próprio, acho que isso é o mais importante. Porque se você não tem uma história forte, embasada para contar, não tem mais espaço para isso. A gente consegue divulgar se você tem um assunto, um conteúdo. E uma coisa que a gente percebe muito é que às vezes uma marca, que não tem alguém que cuide da comunicação interna, não tem uma imagem cuidada em termos de foto, vídeos. Então é melhor nem comunicar se você não tem um  material que esteja de acordo com o seu produto.

Assim que uma marca/lojista contrata uma assessoria, qual o primeiro passo a ser dado?

Para fazer um bom trabalho, é importante que a gente conheça muito bem o perfil da empresa para quem vamos trabalhar. E tem que rolar muito uma empatia entre a assessoria de imprensa e a marca. Pelo menos a Namídia trabalha desse jeito. A gente tem que realmente acreditar no produto que estamos divulgando. A partir do momento da contratação, vamos junto com o cliente levantar todas as informações necessárias para trabalhar, desde o histórico da marca, se está começando, quais são seus diferenciais, se é uma marca que está muitos anos no mercado, qual é a trajetória dessa marca. Depois disso vamos ver o que temos de notícia quente naquele momento.  Se é um lançamento de coleção, um desfile. A gente ajuda a gerar conteúdo ou a gente pensa junto alguma coisa que vai atrair a atenção da imprensa. Eu acho que isso é o que acabou de acontecer com a assessoria de imprensa hoje em dia. A gente extrapola a área de divulgação, para trabalhar a comunicação da marca mesmo. Vamos sugerir uma parceria, ou dentro da coleção pesquisar o que há de diferencial, indicar ações, parcerias que possam ajudar a construir o DNA da marca, a imagem da marca, e gerar notícias para imprensa e influenciadores.

 

Com esse domínio dos influenciadores digitais vocês tem conseguido resultados positivos com os veículos?

Os influenciadores dão um retorno imediato, de venda. Mas eu acho que a gente precisa muito da imprensa para contar a história, para embasar, dar credibilidade. Tem um cliente, por exemplo, que a gente trabalha superbem a imprensa com ele. Eles têm conteúdo, têm sempre uma história para contar, e recentemente começamos a fazer um trabalho com influenciadores. A gente não pode abrir mão de continuar pautando os veículos de comunicação, os jornais, os sites. Mesmo porque tem muita gente preferindo site aos impressos, porque no site você consegue replicar. Acho que um complementa o outro, não sei até quando. A comunicação está passando por uma transformação e não sei qual vai ser o caminho de fato.

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