Conheça empresárias mineiras que conquistaram posições de destaque no mundo corporativo

Nos últimos 50 anos, os movimentos que promovem o empoderamento feminino vêm ganhando força e se tornado uma tendência global. Além disso, mulheres tem ocupado cada vez mais o mercado de trabalho: de acordo com dados divulgados pelo governo brasileiro, enquanto, em 2007, elas ocupavam 40,8% das vagas, em 2016, esse número subiu para 44%.

Minas Gerais acompanha o movimento das mulheres de redesenhar cenários. Aqui, elas já são maioria nos cargos de direção de grifes. Muitas fundaram empresas que se fortalecem a cada dia, como no caso da Arte Sacra, marca especializada em moda festa. Criada há quase 28 anos pela artista plástica Maria Rita Malloy, hoje é comandada por suas quatro filhas. Todas sempre estiveram presentes no cotidiano dos negócios e investiram pesado na formação para ocupar cargos distintos na label. Renata assumiu a diretoria de produção; Fernanda dirige os setores administrativo e financeiro; e Carolina e Marcela são diretoras-criativas.

Carolina e Marcela Malloy | Foto: Bárbara Dutra

A estilista e proprietária de marca homônima, Ellizabeth Marques, também representa a força das mulheres frente a empresas. Há 10 anos, a mineira lançou sua própria grife, alcançou credibilidade na área e se firmou como uma referência no segmento festa. Com forte espírito empreendedor, desde a época da adolescência, Ellizabeth nunca se imaginou trabalhando para outras pessoas. ”O sucesso é a soma de suas ações, não tem uma fórmula, mas acredito que minha disciplina, responsabilidade e determinação me ajudaram a chegar onde estou”, comenta.

Elizabeth Marques | Foto: Agata Reis

Samara Reis | Foto: Ana Beatriz Vasconcelos

Saindo do universo fashion, encontramos outro exemplo de liderança feminina, agora na Serpa China, grupo especializado em importação e exportação realizadas com o país asiático. A diretora da empresa, Samara Reis, desde cedo, precisou romper várias barreiras. “Para além de ser mulher, meu maior desafio foi ter começado minha carreira muito cedo. Por mais experiência que já tivesse com apenas 24 anos – trabalhava no Grupo Serpa desde os 17 –, minha luta para mostrar minha competência era muito maior do que uma pessoa que aparentava mais idade”, conta. Hoje, com uma carreira bem sucedida, ela deixa seu conselho para meninas que buscam destaque no mercado de trabalho: “A dica é não se apegar ao gênero, cor ou raça. A partir do momento em que nos enxergamos como profissionais e que nos preparamos para estar em determinada posição, não há que se temer questões paralelas.”

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