O evento cresceu este ano atraindo novas marcas para o setor de expositores e novos estilistas para as passarelas.

A 22ª edição da semana de moda mineira, realizada entre os dias 17 e 20 de abril, evento realizado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), mostrou o que estará nas araras no verão de 2019. Cores fortes, assimetrias, listras, flores e animal print: as tendências que apareceram nas passarelas deram ânimo ao avento, mas não foi somente ali que os público pôde ver o que será moda nos próximos meses. O Salão de Negócios também cresceu e apareceu nesta edição: 205 expositores, dos segmentos de vestuário, calçados, bolsas, bijuteriais e acessórios, estiveram presentes e mostraram suas tendências.

“Registramos um incremento de 10% na comercialização dos espaços e a adesão de 13 novas marcas, fato que mostra a confiança em uma recuperação dos negócios do setor”, analisa Luciano Araújo, presidente do Sindivest/MG. Segundo o empresário, os expositores ficaram satisfeitos com o resultado das vendas. “Nossa expectativa é positiva, pois acompanhamos a tendência da retomada do poder econômico e nosso setor é um dos primeiros a sentir isso”, completa.

Subir na passarela aumentou a visibilidade e o movimento no estande para a marca Anne est Folle. “Tivemos muitos clientes novos que não nos conheciam, principalmente depois do desfile”, conta Renata Manso, diretora criativa da grife. Para ela, a edição foi muito boa. “A todo o momento tinha gente passando para conhecer ou fazer compras. Abrimos novas praças na região Sul do país e estamos em conversa com clientes do Canadá”, diz a estilista.

 

Anne Est Folle | Foto: Agência Fotosite

Anne Est Folle | Fotos: Agência Fotosite

Anne Est Folle | Foto: Agência Fotosite

Manoel Bernardes, presidente do Sindijoias/MG, avalia esta edição como extremamente positiva e destaca que o Minas Trend, além de se consolidar como o salão de negócios mais importante do Brasil, reúne um mix excelente de empresas brasileiras com “conteúdo autoral e uma diversidade de materiais que não são encontrados em outros eventos”, diz. “Vários lojistas e fabricantes consideraram que esta temporada está melhor em termos de vendas. O fato de aumentarmos o número de expositores, que ocuparam a totalidade da nossa área, demonstra esta confiança no futuro”, afirma.

A marca Nammos abriu mercado em várias cidades, entre elas Uberaba e Aracajú, durante o evento. O Salão de negócios representa de 20 a 30% do faturamento da grife, que levou 80 peças para o estande. “Tem cliente que gosta tanto de uma determinada peça que a leva em várias cores”, diz Amanda Miranda,estilista e diretora da marca.

“Desde a edição passada, já percebemos um ânimo maior por parte dos expositores e, nessa temporada, confirmamos essa percepção com participantes que já querem fechar contrato para a próxima temporada, fato que não acontecia há muito tempo”, revela Jânio Gomes, presidente do Sindicalçados/MG.

A grife de lingerie feminina Chris Gontijo venceu a 12ª edição do Ready to Go, o maior concurso para novos talentos de Minas Gerais. A marca começou seu trabalho no atacado na edição passada e chamou a atenção pela proposta contemporânea de suas peças. Tecidos nobres como rendas, tule, chiffon e seda são a base das criações da estilista Chris Gontijo. Como prêmio, a marca receberá um estande para mostrar suas coleções no próximo evento de moda, em outubro.

 

Ready to Go | Foto: Agência Fotosite

Celso Afonso, presidente do Sindibolsas/MG, considera que o Minas Trend está “cada vez mais maduro, e consolidado, fazendo crescer o interesse do lojista”, destacando o trabalho realizado pelo Sindicato para captar novos compradores. “O balanço geral do evento foi muito bom porque estamos crescendo em termos de visibilidade e, quando o cenário clarear, estaremos extremamente bem posicionados”, completa.

O Minas Trend é realizado em parceria com o Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Sebrae Minas, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

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