Evento lança um olhar para além do universo fashion e conta com uma programação extensa de palestras, shows e muito mais.

Por Jr Mendes | Fotos: Davi Magalhães e Nicolas Gondim

De quarta-feira passada, 9 de maio, ao último sábado, dia 12, desembarcamos em Fortaleza para acompanhar de perto toda a movimentação do Dragão Fashion Brasil 2018, que foi realizado no Terminal Marítimo de Passageiros do Porto.

Com um olhar 360°, a ideia era cobrir todos os sentidos que norteiam e retratam o Brasil deste momento e, diferente do que é visto nos outros eventos de moda do país, o que é desfilado nas passarelas do Dragão passa longe do convencional. Ali a moda autoral está em foco – logo, é possível ver mais criatividade no catwalk. Outra prova de que o festival conversa com a diversidade é a sua extensa programação que abrange várias atividades.

“Uma programação múltipla como a dessa edição tem a ver com os dois verbos que nós elegemos para nortear os 360° de ações do DFB Festival 2018: transformar e manifestar!“, destacou Claudio Silveira, nome por trás do evento, durante a coletiva de imprensa.

Nós, do Conexão Moda, circulamos por cada cantinho do evento e destacamos abaixo o porquê do DFB ser atual e inclusivo, além do motivo que faz o formato ter tanto sucesso por lá e vir atraindo nomes de peso da imprensa nacional (50 jornalistas presentes de todo o Brasil) e internacional (seis jornalistas gringos): grandes nomes passaram por Fortaleza.

Confira:

MODA E ARTESANATO

Mais que apresentar jovens talentos do fashion, no DFB há muito do artesanato e costumes locais. Prova disso são as passarelas das marcas Almerinda Maria (e sua renda renascença), Rendá por Camila Arraes (que também trabalha com renda renascença e renda Belga), um dos mais queridinhos do evento, Kalil Nepomuceno (por seus bordados) e também o mineiro Ronaldo Silvestre (que tem em seu trabalho uma forte pegada social e artesanal do feito à mão. Destaque para as peças cheias de nervuras/tiras que são sua principal característica), que sempre desfila por lá.

Rendá por Camila Arraes

Almerinda Maria/Divulgação

Kalil Nepomuceno/Divulgação

Ronaldo Silvestre/Divulgação

BEACHWEAR

Somos mundialmente conhecidos por nossa moda praia. Então nada mais justo que esse segmento – pouco valorizado aqui em Minas – ter uma sala inteira dedicada a ele.

Batizada de DF Beach Club, com capacidade para 600 pessoas, ela ficava no segundo andar do Terminal e foi usada pelas marcas Flee, Hand Lance e Bikini Society, dedicadas ao fazer moda para usar na praia.

A grande estrela era a vista e a luz do pôr do sol, já que o espaço era estrategicamente todo em vidro e os desfiles eram sempre às 17h. Ou seja, ponto para a organização que pensou nesses detalhes preciosos.

Hand Lace/Divulgação

Flee/Divulgação

PÚBLICO PARTICIPA DOS DESFILES

Outro ponto que merece destaque e aplauso é que por lá o mundo fashion não fica somente restrito aos jornalistas, stylists, blogueiros e influenciadores digitais. As portas do evento são abertas, todos podem entrar. As salas de desfiles são restritas aos visitantes com convite. Mas engana-se que esses são poucos: as salas contam com uma capacidade enorme de pessoas (600, 800 e 1000 pessoas).

O mais legal de tudo isso é perceber como eles vestem a camisa do seu estilista ou marca favoritos. É comum durante as apresentações ouvir aplausos e gritos ovacionando os estilistas ou algum personagem local que é convidado a desfilar no evento. Vale destacar também a quantidade de jovens usando peças dos estilistas locais.

FESTIVAL

Sobe o som! Quer sacada mais esperta que juntar música e moda? Melhor ainda se os cantores e artistas que se apresentarem no evento foram nomes atuais, que trazem temas também em voga e que são necessários para os nosso tempos. Com isso, Claudio Silveira mostra que sabe o que está fazendo.

Durante e após os desfiles, o festival recebeu uma série de apresentações no seu espaço de convivência. No primeiro dia, mesmo debaixo de muita chuva foi a vez a cantora Iza animar a turma que passou pelo DFB. No dia 11 foi a vez da banda As Bahias e a Cozinha Mineira animar a turma (foi linda a apresentação das cantoras Assuncena Assuncena e Raquel Virginia).

O terceiro dia contou com a apresentação do DJ CIC e o último dia foi fechado com chave de ouro por Karol Conká, que cantou os seus maiores sucessos, falou várias vezes sobre a diversidade de corpos e aceitação pessoal. Conká levou uma multidão ao DFB. Muitos outros nomes passaram por lá, mas esses foram os principais!

Karol Conká fechou o evento com chave de ouro.

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