Virgilio Andrade, da Virgilio Couture, um dos novos nomes da geração fashion mineira.

De 2013 a 2015, você participou do Minas Trend. Como está sendo o seu retorno ao Salão de Negócios? 
Bom, acho que o melhor dessa participação foi unir mídia com o Salão de Negócios, onde vendas e prospecção de clientes foram realizadas. Mesmo que o lojista não compre, ele tem um contato com a marca e viu as peças de perto, conhecendo um pouco do lifestyle. Na temporada seguinte, acho que ele fica mais corajoso pra apostar numa marca jovem.

Você falou de lifestyle. Conte um pouco do universo da sua marca?
É o Street Festa. Desde o início ela surgiu com o intuito de pegar elementos tradicionais da moda festa e misturar com o urbano e o street. Isso é um pouco do lifestyle, mas acho também que com esse desfile eu consegui mostrar que a minha roupa também é divertida, sem medo de ousar na combinação de cores e estampas. Então acho que é para uma mulher que tem dos 25 aos 35 anos, é jovem, tá no inicio de carreira, digamos, é uma roupa divertida.

Esta é a primeira vez que você desfila aqui? Qual é o impacto da apresentação no seu ritmo de vendas?
O desfile pelo desfile sem ter o salão de negócios é muito para o ego. Eu vim muito otimista porque pensei que ia ter a visibilidade do desfile, o lojista ia crescer os olhos, criar o desejo e comprar. Ele conheceu a roupa, tenho tido um feedback bastante positivo, tive crescimento também em redes sociais. Então acho que é um bom início. E das próximas, fica mais consistente.

Você deu uma pausa com a marca e agora voltou. Como avalia essa sua experiência?
Acho que a minha roupa hoje em dia é mais bem estruturada, mais comercial, mas sem deixar de lado a pegada de arte. Ela tem identidade, DNA. Acho que a marca está mais bem estruturada. Estou mais experiente como profissional. Com acabamento, tecidos, estrutura, meu leque de fornecedores hoje é maior. Então consigo ter uma variedade de produtos. Acho que o tempo vai deixando a gente mais afiado para criar uma roupa comercial, mas que ao mesmo tempo cause desejo.

Você é ousado e aposta também na alfaiataria. A grande parte das marcas do salão de negócios investe somente em moda festa. Como você avalia isso? Acha que existe um novo consumidor chegando?
Sim. Grandes marcas estão investindo em vestidos lisos sem bordado. Às vezes não deixam completamente de fazer o bordado, mas estão investindo em famílias dentro da coleção que vêm mais lisas. Sem contar que sem o bordado as peças ficam com um valor mais em conta e o consumidor final hoje em dia está procurando muito por preço também.

Quais são as suas novidades?
Montar um e-commerce, atender cada vez mais o sob medida no atelier e já pensar no próximo desfile, na próxima temporada.

Vai desfilar de novo?
Sim, quero! (Risos).

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